Lua de Sangue part. 8

Os policiais já desistiram, não dão mais conta, constataram que a melhor solução é sumir para um dia ressurgir. Se não, vão ter o mesmo destino dos outros que não entregaram suas fardas.

Muitos deles não tiveram nem a oportunidade de opinar, já que foi tirada deles na noite em que a lua sangrou e transformou milhares pelo mundo.

No inicio do surto alguns eram chamados de vampiros, porém depois se viu que o que estava acontecendo não tinha nada haver com as lendas e sim com alguma radiação que havia mudado a lua.

Muitos cientistas acreditavam que com o desaparecimento da coloridão, as pessoas voltariam ao normal. Porém mesmo com o tom avermelhado ter sumido, já passaram quatro semanas e as estranhezas permanecem.

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lua vermelha4, badwolf13

 

Capitulo 2 part. 3

Se passaram duas semanas e nada foi encontrado. A mãe do Zac pouco pode ajudar, pois foi sedada com um tranquilizante para animais de grande porte e com isso não se lembra do ocorrido com nitideza. Quando perguntada sobre o assunto ela só dizia coisas que não vaziam sentido, falava sobre pessoas com apetrechos estranhos e que uma delas era seu avô paterno. Os psiquiatras a examinaram e foi diagnosticado estresse pós traumático, normal para pessoas que passaram por grande estresse.

Zac lutou com todas as forças, no entanto não podia fazer mais nada. A incerteza, a tensão e o medo vivido por ele eram catatônicos, o que o deixou são foi canalizar isso tudo em foco para poder encontrar a cura para Felicity.

Mais uma semana se passou, e nada havia sido encontrado. O caso gerou uma comoção na vizinhaça, os mesmos por vontade própria espalharam cartazes em toda a cidade. O antigo Zac iria sentir uma gratidão profunda por todos eles, no entanto com tudo que passou. O pobre homem só via tristeza e solidão por onde passava.

Até que algo mudou, lembram do detetive que o Zac havia contratado? O contatou e pelo jeito que o Zac ficou após a ligação, deu a entender que o detetive havia conseguido algo importante. Ele só não sabia qual informação era ao certo, pois como forma de segurança o detetive só dirá a informação pessoalmente. Que seria no dia seguinte no Parque Memorial Cholera Monument Grounds, em frente ao memorial. O lugar onde se encontrariam de certa forma fazia uma piada com a situação, pois aquele lugar era um cemitério no qual se enterraram muitas pessoas que haviam contraído cólera, uma doença muito grave no século XVIII.

Quando Zac virou a esquina da rua Fitzwalter se deparou com um corredor enorme com arvores de ambos os lados. Seus passos estavam acelerados em razão da angustia que ele sentia e assim quanto mais sentia mais ele andava. Era um ciclo vicioso que a cada metro e a cada estatelar das pedras ao serem pisadas se transformava em combustível para continuar.

Quando chegou ao monumento, não havia ninguém. Como estava cedo para o encontro esperou. Os minutos pareciam ser anos, a tensão era tão grande que com um pequeno barulho ele virava pra ver o que era. O parque naquele dia estava tendo uma boa movimentação, como era primavera as escolas estavam em recesso.

Após as primeiras duas horas, o semblante do Zac não mudou. Naqueles pequenos e longos instantes em que estava ali esperando pelo detetive, o mesmo se agarrava a essa tal informação como se fosse seu ultimo suspiro.

Os policiais já haviam lhe dito que os sequestradores já deveriam ter ligado caso quisessem apenas dinheiro, o que era menos provável porque não faziam sentindo já que a família de ambos não são ricas. A segunda hipótese levantada foi que o sequestro foi orquestrado talvez por terroristas já que Felicity tinha uma pequena admiração no ramo por ter sido a mais nova em muitas coisas e talvez pudesse fazer armas químicas usando umas das suas especialidades. Havia outras hipóteses, entretanto não eram nada boas para felicity então Zac nem ousou pensar, mas muitos já estavam começando a acreditar que essas seriam as mais plausíveis e possíveis de ter acontecido.

Quando a ultima centelha de luz transcendeu o céu, Zac se soltou e caiu no obscuro mar profundo da depressão.

Três meses se passaram após o bolo do detetive. Os moradores até tentaram continuar com as buscas, mas com o tempo, um a um foram voltando suas vidas ao normal. Os cartazes que um dia estavam espalhados em toda a cidade, começavam a sumir dos murais ou das ruas, outras coisas começavam a tomar seus lugares como bailes de formaturas ou mesmo pedidos de emprego. Até a policia começava a deixar o caso de lado, se os perguntassem falariam que estão investigando, isso seria apenas uma frase oficial porque de verdade, o caso já estava engavetado, esquecido junto de tantos outros que como ele não foram solucionados.

Os pais de Zac até tentaram ajudar, no entanto o mesmo conseguiu convencê-los que estava bem e que poderiam voltar para sua casa no interior.

Com a casa vazia, sem vida, a única coisa que fazia Zac dormir eram seus medicamentos contra depressão e mais alguns outros no qual ele mesmo pegava no laboratório.

Os objetos mais simples da casa o deixava com raiva. Tudo que estava ali fazia Zac lembrar que um dia já foi feliz. A vida não fazia mais sentido então tomou uma decisão.

No dia seguinte pegou o frasco do que poderia ser a cura para doença de felicity, pegou também alguns frascos de uns tranquilizantes e foi direto para o Aeroporto perto de Sheffield, chamado Doncaster Sheffield.

Sem pensar duas vezes pegou o vôo para Stockport, de lá ele iria para Cornualha, conhecida no mundo por conta de seus penhascos.

Enquanto esteve no avião Zac ficou de olho na televisão, ele ainda não tinha certeza do que iria fazer. Quando tomou a decisão começou a se perguntar de como as outras pessoas tomavam coragem para o ultimo ato, será que elas mesmo tendo certeza do que iriam fazer, tinham receio de algo.

Durante os poucos segundos que ele se indagava sobre seu próximo e ultimo passo, alguém começou a cutucá-lo. No inicio ele não deu bola no entanto o individuo do lado não parou de mexer com ele.

Ele já estava irritado, ele virou quando a intenção de mandar o sujeito pra bem longe mas ele não teve coragem.

-Oii, meu nome é Luna. Qual é o seu?_Zac estava tão distraído com tudo que nem percebeu que ao lado dele estava uma linda garotinha. Ela devia ter uns seis a sete anos. Seu cabelo crespo com chuquinhas vermelhas balançavam para todos os lados, pois não parava quieta.

-Zac._ Mesmo Luna sendo uma criança adorável, Zac não estava pra papo. Ao contrario de Luna que voltou a cutucá-lo.

-O que foi agora!?

-Você esta indo pra Canalha? Eu estou.

-Sua mãe nunca te ensinou que não pode falar com estranhos?

-Já sim, mas eu sei que você é do bem, você é laranja….

Antes de Luna terminar a frase o som do ligou para dizer algo importante antes de aterrissar.

Boa tarde Passageiros, a companhia Yamãnu lhes agradece pela escolha. Já vamos aterrissar então voltem para seus lugares e coloquem os cintos. Para terminar, minuto informação. Hoje ocorrerá o evento lunar mais esperado do século onde a Lua ficará totalmente vermelha, não se esqueçam de ficar no ponto mais alto para não perder nada.

-Laranja? Como assim?

-É que voc….

-Luna, já falei pra você não importunar os passageiros, venha para seu lugar.

-Tchau Zac.

-Tchau Luna._ Zac ficou com aquilo na cabeça, mas depois acabou esquecendo.

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Até mais!!!

 

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