Batalhas de Rap: Conheça os tipos de batalhas de MC

O termo rap significa rhythmandpoetry (ritmo e poesia). O Rap surgiu na Jamaica na década de 1960 e no inicio dos anos 70 foi levado pelos próprios para os bairros pobres de Nova York (EUA). Com isso os jovens de origem negra e espanhola, em busca de uma sonoridade nova, deram um significado impulsivo ao RAP.

No contexto musical,as primeiras manifestações de  um rapper ou MC (mestre de cerimônia) surgiram também na musica jamaicana, onde em festas(muitas vezes em salões de dança), homens usavam microfone para animar o publico, no entanto os MC’s que conhecemos hoje  só começaram ser chamados assim nos Estados Unidos – onde MC também se refere a miccontroller.

A partir daí, em Nova York, os jovens periféricos em busca de alguma forma de expor seus pensamentos e distração com música se reuniam em rodas de rimas, que mais pareciam duelos entre os MCs. Daí surgiram as batalhas. Esse movimento começou durante a década de 1970 e a mais famosa, que aparece como marco da consolidação das batalhas foi em 1982 quando KoolMoeDee no palco durante um show desafiou Busy Bee Starski para uma batalha no Harlem World Club em Mahattan.

Em todo Brasil acontece encontros de MC’s, umas das mais famosas é o nacional que no ultimo ano aconteceu sob o viaduto Santa Tereza, em Belo Horizonte (MG). O evento reuniu mais de 10 mil pessoas, tendo como vencedor, o MC Sid, rapper brasiliense. Além do alvoroço do final, um dos momentos mais emocionantes foi quando o MC Marechal subiu ao palco pouco antes da final. Esse evento demonstra o crescimento do estilo musical no país.

Atualmente existem vários tipos de batalhas, mas as mais conhecidas são a do conhecimento, de gastação e a de ideologia.

Para quem não conhece a dinâmica é a seguinte em uma batalha: são dois MC’s, o DJ solta uma base, o primeiro MC tem um tempo determinado para improvisar rimas. Após isso o DJ solta outra base e o segundo MC tem o mesmo tempo para responder o primeiro. A operação se repete onde o MC que terminou a primeira rodada começa com a base que o outro começou. O MC que começou a rimar fecha a batalha. Após isso, o publico escolhe o vencedor fazendo barulho para o MC que eles mais gostaram. A anunciação e o pedido de barulho é feita pelo apresentador da batalha e o mesmo decide quem teve mais barulho do publico, decidindo assim o vencedor.

No Museu de Arte do Rio (MAR/ RJ) acontece a batalha do conhecimento, desenvolvido pelo MC Marechal, abaixo você verá um teaser do projeto. O foco nessa batalha é mostrar seu conhecimento sem necessariamente atacar o adversário.

Além desse estilo existe a batalha de gastação, onde a diferença do mostrado acima é que nesse não existe tema, os dois MC’s têm que provocar um ao outro dizendo palavras que na maioria dos casos são de baixo calão para que o adversário se desconcentre e perca o embate. A Batalha Tanque da cidade de São Gonçalo (RJ) é um dos lugares mais famosos desse tipo de repente.

A batalha já conseguiu colocar dois finalistas seguidos no Duelo Nacional de MCs, de 2015 e 2016. Em 2015 obteve sucesso com o MC Orochi saindo como vencedor sobre o MC Alves representante da Batalha do Museu, de Brasilia. Já no último nacional, o MC Samurai representou o estado do Rio de Janeiro e acabou sendo derrotado por Sid, também da Batalha de Museu.

O último tipo citado, é a de ideologia. Onde no mesmo formato da primeira os MC’s, onde o próposito é também batalhar de fato contra o MC, porém sem debochar do outro MC, apenas passar mensagem e mostrar que é mais instruído que o outro – atacando-o, diferente da batalha do conhecimento onde não acontece um ataque.

Em Juiz de Fora existem muitos rappers que participam de rodas culturais. Por isso conversamos com Magno Sousa, mais conhecido no meio como MC Munir.

MC Munir
MC Munir com seu novo álbum Peste Preta (Foto de arquivo pessoal)

Magno tem atualmente um ano de carreira. O MC afirma que mesmo com pouco tempo já virou referência em Juiz de Fora, seja no freestyle, nas batalhas que acontecem na cidade e também em suas músicas – que tem o foco sempre em pensar na reflexão sobre tópicos “contextualizados diante da realidade desigual e imoral na qual sobrevivermos”, alega o rapper.

Ainda segundo o artista mineiro de 22 anos, “já faz um tempo que são tempos de racismo, machismo, escravidão, alienação em massa, covardia. Meu apelido faz resistência escrita.Sendo mais que palavras, onde começa com a visão. Observe através das minhas linhas pelo o quê, para quê e por quê lutar”. Ele termina dizendo que “o titulo Peste Preta quebra qualquer paradigma que insistir em assimilar a cor preta negativamente, lutamos para a igualdade em todos os sentidos e não viemos pedir”.

Para saber mais sobre ele ou ouvir alguma musica que o MC fez em sua caminhada, clique no link ou ouça por aqui.

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