Lua de sangue

Capitulo 1 part. 1

As vidas de muitas pessoas acabaram na noite em que a lua sangrou, se o policial Fernandes não tivesse cobrido seu colega talvez elas ainda estivessem ao seu lado, o pior disso é que se ele não tivesse o coberto, talvez morresse, mas como saber.

24 horas antes

Som do despertador

-Amor, acorda, já são 7hrs e hoje você vai levar a nossa filha na pré-escola_ Mesmo não querendo Fernando acorda, mas ainda reluta em não ir.

-Eu levei ontem, hoje é o seu dia.

Fernando e Manuella haviam se casado há apenas um mês e ainda estavam celebrando.

-É o seu Fer, lembra de ontem não?_Ele sabia quando foi, mas gostava de vê-la falar a palavra sexo, como era tímida sempre dizia algo que remetesse sem dizer a palavra em si.

-Lembro não, foi quando?

-Você lembra sim, foi no momento em que eu sai do banho, você lembra não se finja de bobo.

-Claro que lembro, nunca vou esquecer-me de cada momento que olho você.

Como na maioria das cidades pequenas, a vida de um policial é tranquila, ainda mais numa cidade onde o prefeito é ex-delegado. E o Fernando o ajudou no inicio, pois sua experiência vasta o ajudaram e em menos de um ano o trafico de drogas foi reduzido a quase zero, roubos e assaltos não acontece há mais de um ano, no máximo uma tentativa ou outra nas fazendas da cidade mas o perímetro montado pelo prefeito ajudou a força policial em chegar ao criminoso antes dele conseguir sair do raio da cidade.

Como normalmente faz, o policial Fernandes deixou sua filha na pré-escola e foi direto para o QG da policia, onde se deparou com dois policiais tomando café no fundo e um estagiário digitando um caso sobre uma briga de rua.  Como de costume deixou suas coisas em sua mesa e foi se apresentar a delegada Azevedo, naquele dia Fernando voltava ao serviço após suas férias para a lua de mel.

Quando ele entrou na sala viu que a delegada estava acompanhada de um novo policial.

-Licença.

-Entre Fernando, você chegou numa hora muito pertinente, esse aqui na minha frente é o novo policial que passou na ultima prova, Rafael_ O novo policial era filho do prefeito, o garoto sempre quis ser policial como seu pai e nunca recebeu nenhum apoio do mesmo, porém isso as pessoas nem sempre acreditavam.

Ao ver o Fernando entrar, o policial novato levantou imediatamente, eles se conheciam muito bem, desde que o Fernando chegou à cidade, Rafael e seu irmão mais velho o ajudaram, isso os aproximaram, se tornando bons amigos.

-Fernando… Desculpe, Policial Fernandes, tudo bom?

-Rafael, parabéns… Eu te disse que conseguiria.

– Vejo que os dois se conhecem bem, então o que vou pedir pra você não vai ser um incomodo.

-E o que seria delegada?

-Policial Fernandes, sei que hoje não é seu dia de patrulha noturna, mas peço que você ajude o novato aqui, ele precisará de instruções de alguém que tenha experiência e você é o mais recomendado pra isso. Como já se conhecem isso vai ser mais simples._Ela estava certa quanto a experiência já que o Fernando é policial há mais de 6 anos além de servir no exercito por dois anos.

-Delegada, hoje eu tenho um compromiss..

-Tem que ser você, eu te ajudei quando adiantei suas férias, faço o mesmo por mim hoje, além do mais o garoto aqui, pelo que conversarmos, quer aprender.

-Tudo bem Kelly.

-Então é isso, esta dispensado Rafael.

-Licença Delegada Kelly, licença Fernando.

-Fernando, você viu na televisão o fenômeno que acontecerá hoje?_Kelly era fascinada em assuntos ligados a astronomia e astrologia.

-Vi mais ou menos, é sobre a lua vermelha?

-Sim, não vou perder por nada, pelo que eu vi a ultima vez que aconteceu, nós nem existíamos ainda.

-Interessante, a Manu deve ver.

-Como ta o casamento Fernando? Ainda esta quente?

-Com certez… No momento em que ele responderia, um policial chamou, não era urgente mas precisava ser naquele momento.

-Com licença delegada, depois voltamos a nos falar.

Quando o Fernando sentou na sua mesa e viu os documentos que tinha pra resolver achou que sairia cedo para o almoço, porém alguns precisaram de outros e de mais outros, quando ele viu já eram quase 15 horas. Como de costume foi no restaurante da praça, ele iria sozinho mas viu que o Rafael, policial novato não tinha ido também.

-Rafael já são quase três horas, que ir almoçar comigo?

-Vamos sim.

O almoço foi tranquilo e muito saboroso, os dois tinham muito o que conversar e enquanto eles batiam papo, na tv passava detalhes do que aconteceria naquela noite, e alguns protestos violentos que o programa não falou o motivo.

-Fernando, hoje você levaria a Manu naquele restaurante novo né, que abriu semana passada.

-Sim, mas não precisa se desculpar, não foi culpa sua, mas se não fosse você, eu forçaria mais um pouco.

-Eu não ia pedir desculpas_ Os dois riram muito depois disso, eles não esperavam, mas teriam uma longa noite.

Depois que eles chegaram ao QG policial, não fizeram muita coisa, o Fernando apenas passou alguns detalhes de como agir, caso aconteça algo, nada que o policial Pereira não aprendeu no curso preparatório, mas depois das seis e meia da tarde algo estranho começou a acontecer.

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