Resistência em primeiro plano

Em sua 15 edição o Festival de Cinema Primeiro Plano vai além de um evento cultural, e se torna um ato de resistência: político, ideológico, e social.

O festival teve início no dia 28 de novembro e terminou no dia 3 de dezembro deste ano, durante o evento foram exibidos seis filmes na categoria longas, 35 filmes na categoria Competitiva Regional, além de três oficinas, uma de Documentário, outra que fala sobre “A luz no cinema – teoria e prática” e “Oficina de Edição”.

Na descrição de apresentação do site do festival, uma frase chama atenção e confere ao projeto o tom desse ano: “Para nós, o Primeiro Plano deixou de ser somente um evento cultural, tornou-se político. Praticamos política ao ir contra aqueles que tentam nos impedir de fazer o que acreditamos…”. Segundo a equipe por trás do amostra e cinema, a ideia do festival é agregar e sua produção a voz (ou olhares) para projetos que ultrapassem as “megalomaníacas” produções estrangeiras ou nacionais. Sendo que as vezes essa “voz” ultrapassa até mesmo as paredes do próprio festival, como foi o caso de “Azul” em 2015, da cineasta Mia Mozart, que ganhou no “Primeiro Plano”, o prêmio José Sette. E mais tarde o mesmo curta foi indicada a um dos melhores curtas, no festival de Cannes. É Juiz de Fora, viajando o mundo.  No entanto, como fazer das películas cinematográficas, um ato politizado?

“Tudo se trata de acreditar em seu conteúdo e seguir em frente”, diz César de Azevedo (Cesão, como ele gosta de ser chamado) que teve seu documentário, o “Cena Rock em JF” exibido no festival em 2015. Cesão afirmou que o festival proporcionou para seu filme uma boa visibilidade e que logo após a exibição teve mais pessoas e veículos de comunicação interessados no seu projeto. O diretor disse que gostaria de ver mais festivais de cinema e de outros formatos na cidade e, que por meio do audiovisual as pessoas conseguem levar informação histórica e relevante para a sociedade, incentivando ainda mais a criticidade das pessoas. Uma das características mais destacada por Cesão é que o festival é democrático, oferece pluralidade cultural e concede para os diretores espaços igualitários, ele ainda reitera que se surpreendeu com o evento “Achei que teria um espaço simples por ser um estudante, entretanto, tive uma recepção igual à dada grande diretores. Alguns desses que estavam disputando até grandes prêmeios”.

Cesão diz que o festival é essencial para a cultura em Juiz de Fora e traz um ótimo incentivo a cena local cinematográfica, por contar em seu acervo de produções mineiras e estrangeiras (exemplo disso são os filmes que disputam o formato “Mercocidades” ). Ou seja, temos em nossa cidade amostras do cinema: argentino, venezuelano, colombiano e etc. A próxima edição do” Primeiro Plano” ainda não está confirmada, mas no fundo além de esperarmos, sabemos que outros “atos” como esse virão. Ou melhor, outros “festivais”.

Equipe BadWolf 13

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s